É o berço de gente de língua afiada, personalidades fortes e muita
garganta como José Mourinho, Bocage ou Luísa Todi. Este é apenas um dos
pretextos para José de Pina querer descobrir Setúbal. Nesta viagem, Pina
não vai querer passar ao lado dos muitos grelhadores sadinos onde são
cozinhados alguns dos mais deliciosos pratos de peixe do país. Numa
viagem onde não falta bom vinho e choco frito, há ainda tempo para
passar ao lado de uma grande atracção turística: a cimenteira do Outão.
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LISBOA
Desta vez José de Pina joga em casa. Já toda a gente sabe onde fica o Zoo
e o Museu dos Coches, por isso, nada como um "indígena" para mostrar
uma outra Lisboa.
Um passeio pelas profundezas da capital, pelos centenários túneis que abasteciam as fontes da cidade, miradouros escondidos e ver o Sol nascer, enquanto se entra num antigo bar de marinheiros do Cais do Sodré, transformado em discoteca after hours. Para comer, numa cidade cheia de excelentes restaurantes, Pina escolhe uma rulote de bifanas em Santa Apolónia, onde tenta vender a ideia gourmet de "bifana de fusão".
Um passeio pelas profundezas da capital, pelos centenários túneis que abasteciam as fontes da cidade, miradouros escondidos e ver o Sol nascer, enquanto se entra num antigo bar de marinheiros do Cais do Sodré, transformado em discoteca after hours. Para comer, numa cidade cheia de excelentes restaurantes, Pina escolhe uma rulote de bifanas em Santa Apolónia, onde tenta vender a ideia gourmet de "bifana de fusão".
ÉVORA
Na cidade património da humanidade, José de Pina passeia de carroça,
desgraça a dieta, ouve a verdadeira música de "carrinhos de choque" e
tenta fugir a deixar os ossos na capela que anuncia estar à espera
deles.
A viagem termina com um momento Zen. No Cromeleque dos Almendres, o "Stonehenge português", Pina tenta entrar em sintonia com o Universo. Sem sucesso, talvez por falta de concentração ou apenas de calçado adequado.
A viagem termina com um momento Zen. No Cromeleque dos Almendres, o "Stonehenge português", Pina tenta entrar em sintonia com o Universo. Sem sucesso, talvez por falta de concentração ou apenas de calçado adequado.
SANTARÉM
José de Pina não faz por menos e vai enfrentar uma besta bovina, na
realidade uma vitelinha, mas interessa é a intenção. Depois desta
experiência como forcado, ou melhor: forçado, desata a pegar de cernelha
tudo o que apanha pela frente. De bifes a doçaria nada lhe resiste.
Na capital do gótico, ao som de Moonspell, descobre um túmulo que é um verdadeiro ménage à trois fúnebre, bem ao lado do que resta de Pedro Álvares Cabral. A capital do Ribatejo nunca mais será a mesma.
Na capital do gótico, ao som de Moonspell, descobre um túmulo que é um verdadeiro ménage à trois fúnebre, bem ao lado do que resta de Pedro Álvares Cabral. A capital do Ribatejo nunca mais será a mesma.
SABER A MAR
Fonte da Telha é uma praia de grande extensão do litoral português, na margem sul do Tejo, partilhada entre os municípios de Almada e Sesimbra e as freguesias de Costa de Caparica e Sesimbra.
Dispõe de diversos parques de estacionamento improvisados, alguns restaurantes e também de um centro de mergulho. É o terminal sul do mini comboio da Caparica.
Numa das extremidades da praia existe uma colónia de nudistas, perto do cabo que se avista ao fundo da praia.
JARDIM DOS BUDAS
O Jardim da Paz encontra-se situado na Quinta dos Loridos, localizada no Bombarral. O jardim ocupa cerca de 35 hectares dos 100 hectares da propriedade. Com cerca de 6000 toneladas de mármore e granito, Budhas, lanternas, estátuas de Terracotta, e várias esculturas que foram colocadas cuidadosamente entre a vegetação.
Com 700 soldados de Terracotta espalhados no jardim, alguns estão enterrados da mesma forma, como foram colocados na China há 2200 anos. São pintados à mão e cada um deles é único. No lago podemos observar os peixes Koi, e os dragões esculpidos a erguerem-se da água.
O Jardim da Paz é um espaço idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi, um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas, do período tardio da Arte de Gandhara. Em 2001, profundamente chocado com a atitude do Governo Talibã, que destruiu, intencionalmente, monumentos únicos do Património da Humanidade, o Comendador Berardo deu início, a mais um, dos seus sonhos, a construção deste extenso jardim oriental.
Pretende-se, que o Jardim da Paz seja um lugar reconciliação. Esta é uma instituição cultural sem fins lucrativos e ao serviço da comunidade nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o visitante para o conhecimento interior, através do seu jardim em diálogo com um vasto património escultórico, vocacionado para a meditação e promoção da interacção social e cultural, conforme os princípios da solidariedade e da dignidade humana.
Para saber mais vá a este site:
CAPELA DOS OSSOS
“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos".
A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida. Foi calculado à volta de 5000 ossos, provenientes dos cemitérios, situadas em igrejas e conventos da cidade.
Na capela podemos ver dois esqueletos nas paredes sendo um deles de criança. Segundo a lenda o filho ofendia e batia na mãe com o consentimento do pai. Na hora da morte a pobre mulher rogou-lhes a seguinte praga: “quando morreres não sereis dignos de terra vos comer e vos desfazer”.
Poema sobre as caveiras
As caveiras descarnadas
São a minha companhia,
Trago-as de noite e de dia
Na memória retratadas
Muitas foram respeitadas
No mundo por seus talentos,
E outros vãos ornamentos,
Que serviram à vaidade,
E talvez... na eternidade
Sejam causa de seus tormentos.
São a minha companhia,
Trago-as de noite e de dia
Na memória retratadas
Muitas foram respeitadas
No mundo por seus talentos,
E outros vãos ornamentos,
Que serviram à vaidade,
E talvez... na eternidade
Sejam causa de seus tormentos.
Poema de Padre António da Ascensão Teles
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